Escândalo

Entidade religiosa virou empresa, diz MP

Padre diz que provará a verdade

23/08/2020 09h13Atualizado há 3 meses
Por: Redação
Fonte: O Globo
Padre Robson de Oliveira Pereira, durante celebração
Padre Robson de Oliveira Pereira, durante celebração

 

A Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), que administra o Santuário Basílica de Trindade, se tornou “uma grande empresa”, segundo o Ministério Público, que realizou uma operação para apurar os gastos da entidade. Os promotores investigam se a associação desviou R$ 120 milhões de doações para comprar casa de praia e fazendas. O padre Robson de Oliveira, que comandava o órgão religioso, pediu afastamento das funções e disse que vai colaborar com o MP para provar que não houve crime.

As investigações apontaram que algumas empresas com as quais a Afipe negociava tinham os mesmos sócios e funcionavam no mesmo endereço. O MP aponta que, em dez anos, a Afipe movimentou R$ 2 bilhões. O dinheiro seria usado, entre outras finalidades, para a construção da nova Basílica, orçada, inicialmente, em R$ 100 milhões. A construção, que tinha previsão de entrega para 2022 e foi adiada para 2026, ainda está na fase de fundação.

 

Porém, segundo os promotores, o dinheiro não foi usado apenas em ações ligadas à igreja.

“As contas bancárias da Afipe foram usadas para comprar fazendas, residências em condomínio fechado, apartamentos em São Paulo, em Goiânia, fazendas em todo Brasil, mineração. A Afipe, hoje, é uma grande empresa. Ela tem o argumento religioso, mas elas se converteu em uma grande empresa do estado de Goiás, que explora inúmeras atividades, agropecuária, mineração. Ela compra inúmeros imóveis e vende inúmeros imóveis”, disse o promotor Sebastião Marcos Martins.

 

Leia a matéria completa https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2020/08/23/afipe-se-transformou-em-grande-empresa-e-negociava-com-companhias-que-tinham-mesmos-socios-e-endereco-diz-mp.ghtml