ELEIÇÕES 2020

Saiba quem será o vice, na chapa do atual prefeito de Massaranduba

Completamente desconhecido na cidade

23/08/2020 09h51Atualizado há 4 semanas
Por: Redação
Geovan Santos, em caracterização junina
Geovan Santos, em caracterização junina

 

Massaranduba, cidade localizada no agreste paraibano, a cerca de 16 quilômetros de Campina Grande, poderá ter uma enorme surpresa no próximo dia 26 de agosto, quarta-feira, quando ocorrerá a reunião política da cúpula do atual prefeito, Paulo Oliveira. 

Segundo informações de bastidores, o sobrinho de Ana Barros, atual primeira dama, será o escolhido como pré candidato a vice prefeito, numa composição com o atual prefeito. 

Trata-se do jovem professor Geovan Barros Santos, formado em educação física, ocupante do cargo de professor da rede municipal, do qual se desincompatizou no dia 14 de agosto, um dia antes do limite para quem pretende concorrer nas próximas eleições de 15 de novembro, aumentando as especulações.

 

Portaria de desincompatibilizacao.

 

PERFIL

Geovan apresenta-se como professor de educação física, ligado a atividades de dança, ocupação que, embora importante, nada tem a ver com o que se espera de alguém que pretenda ocupar uma função tão importante. 

 

Foto: rede social

 

Embora muito ativo nas redes sociais, com contas no facebook e Instagram, Geovan não faz nenhuma referência ao seu trabalho no município de Massaranduba, o que contradiz muitas de suas postagens, nas quais ele afirma ter orgulho do que faz.

Seja lá qual for o motivo para que ele "esconda" este "detalhe" de sua vida, isto contribui para que pouquíssimas pessoas o conheçam, o que não durará muito tempo, se realmente tiver que entrar na vida pública.

Veja um vídeo de Geovan , em uma de suas atividades cotidianas.

SOBRE OS CONCORRENTES 

Ainda que não exista uma disputa aberta, sabe-se no município que há outros nomes bem mais cotados que o de Geovan, a exemplo do atual secretário Antônio Duarte, vereador por vários mandatos e um dos homens de confiança do prefeito Paulo Oliveira, conhecido por sua capacidade de articulação política e seu histórico de fidelidade ao prefeito.

Outro nome muito cotado é do atual presidente da câmara, Elias Angelino, político que, embora no primeiro mandato, foi eleito duas vezes para o comando da casa legislativa. Ao que se sabe, foi o grande articulador para aprovação das contas de Paulo, referente a um dos exercícios do primeiro mandato deste, num episódio que ficou amplamente conhecido na cidade. Conta-se que, se Paulo está elegível hoje, deve a Elias. 

Outro nome, igualmente forte, é o do vereador Lenilton Barbosa, atualmente no segundo mandato, já tendo ocupado a presidência da câmara. Lenilton é uma liderança comunitária, com um longo histórico de fidelidade, com um peso político relevante, já que foi um dos mais votados na última eleição. 

Além dos três acima, ainda correriam por fora Aderson Gomes, político de longa trajetória, que foi uma importante adesão obtida no início do mandato, Maria Rogério, esposa de Aderson, ex vice prefeita, uma figura sempre carismática, Valmir de Valdomiro, duas vezes vereador, sempre com uma significativa quantidade de votos e Erinalda Monteiro, presidente do PP, representante de Santa Terezinha.

SOBRE OS MOTIVOS 

Os motivos para a escolha de alguém, sem nenhum perfil político, completamente desconhecido na cidade e sem nehuma experiência administrativa, (nem mesmo na iniciativa privada), na base do "manda quem pode", parecem fazer sentido quando verificamos a iminência do afastamento de Paulo Oliveira de seu cargo público, em razão de uma condenação em primeira instância Veja a matéria do G1 a respeito.

Dentre as consequências desta condenação, além da devolução de R$ 300 mil reais, está o afastamento da função pública. Ainda cabe recurso, e é exatamente isto que mantém Paulo no cargo. Contudo, dada a formação do conjunto probatório, parece claro que desta condenação Paulo Oliveira não terá como escapar, sendo seu afastamento apenas uma questão de tempo. Mas, quanto tempo?

Segundo juristas ouvidos pela redação, os processos eletrônicos estão cada vez mais rápidos. Processos que antes duravam 5 anos  para serem julgados em primeira e segunda instância, agora demandam bem menos tempo. De modo que, no que se refere a este processo, especificamente, não é de se duvidar que no mais tardar no final do próximo ano, já tenhamos uma confirmação da sentença de primeira instância, através de acórdão no Tribunal de Justiça da Paraíba, e apesar de ainda existir a possibilidade de interposição de outros recursos, por parte dos advogados de Paulo Oliveira, aos Superiores Tribunais, estes recursos não possuem, em regra, efeito suspensivo, o que significa que sendo confirmada a sua condenação, no TJPB, Paulo Oliveira será afastado imediatamento do cargo de prefeito do município de Massaranduba.

Assim, a escolha de alguém sem nenhuma experiência e autonomia para a vaga de vice parece fazer sentido, já que o atual prefeito, caso seja afastado do cargo, talvez pretenda continuar governando, ainda que indiretamente. 

Casos como este já aconteceram em outras cidades, em função do poder político de algumas lideranças. Resta a Paulo contar, no caso de Massaranduba, com a conivência de seu grupo político e da população.