Ex governador

Ricardo dispara contra João Azevedo: "Nunca vi uma vaidade daquele tamanho"

Política estadual

13/03/2020 20h28Atualizado há 3 meses
Por: Fabrício Vieira
Fonte: Paraíba online

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), investigado pela Operação Calvário como sendo o chefe de uma suposta organização criminosa que desviava recursos da Saúde e da Educação, através de Organizações Sociais (OSs),  concedeu entrevista nesta sexta-feira, 13, a uma rádio da cidade de João Pessoa, onde, na ocasião, minimizou a atuação e a pessoa do atual governador João Azevêdo (Cidadania).

Questionado sobre o que achou do pedido de impeachment no qual João e a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) foram submetidos, no início do ano legislativo da Casa de Epitácio Pessoa, Ricardo disse que não o tinha lido e por isso não iria opinar. Porém, contou que alertou Azevêdo de tudo o que ele passaria com relação à Assembleia.

O socialista disse que o seu ‘ex-super-secretário’ é um homem muito vaidoso e que, só viu isto após Avezêdo ter conquistado o poder. Sem citar nenhuma vez o nome dele, Ricardo esbravejou contra seu ex-aliado:

“Eu cantei a bola toda. Eu dei de graça para o homem. O homem é tão vaidoso, que eu nunca vi uma vaidade daquele tamanho. Eu nunca vi! É tão vaidoso que ele simplesmente acha que ninguém pode pensar alguma coisa além dele. E eu não sabia disso. Não sabia! Ou seja, se passasse mais cem anos como secretário, ele seria a mesma pessoa: sem falar, fazendo o que você determinava, prestava conta e pronto. Mas, você deu um pico de poder. Tomou o poder e a pessoa mudou completamente. As relações pessoais transformadas por uma vaidade que não tem mais fim. Aí chega e faz uma besteira dentro da Assembleia”.

O ex-governador lembrou que nas eleições de 2018, a coligação liderada pelos ‘’girassóis”, elegeu a maioria para a Casa Legislativa, e que orientou João a comandar a articulação política e não entregar a Nonato Bandeira, atual secretário de Comunicação.

– Elegemos 22 deputados, mas haviam mais dois que queriam vir. Foi isso que entreguei a esse cidadão que está aí governando o Estado: uma bancada de 24 deputado. E disse a ele: “comande e pense a articulação política. Não bote na mão de pessoas como Nonato Bandeira”. Eu conheço Nonato, sei o que aconteceu em 2012. Eu, por respeito a Luciano Agra, que foi meu amigo de 30 anos, vi o que ele [Nonato] estava fazendo contra Luciano. Eu vi quem era ele e conversei sobre isso e depois ele reverteu a ‘coisa’. Demos uma segunda chance, mas depois estava lá, praticando a mesma política conservadora, de dentro de gabinete, de coisas terríveis. Ou seja, você sai de uma condição onde o foco do governo era investimento, e passa a uma condição onde o foco é a sobrevivência. É isso que aconteceu e ele [Azevêdo], ficou refém da Assembleia – criticou.

O ex-chefe do Executivo estadual disse ainda que João Azevêdo não consegue mais ter qualquer tipo de protagonismo e que o governo dele acabou antes de começar.7